Janeiro 26, 2008

(não) minha

Nesse inverno
quero sentir teu abraço
que imagino gostoso

Te quero
não nego mais,
não consigo parar de desejar

Me entrego a essa loucura
devaneio
é mais forte que eu,
creio

Sentimento que me tira
o firmamento
de um caminho protegido
à loucura de um corrompido,
o desejo

De tocar teus cabelos curtos
sentir o perfume que eles têm
admirar quão perto possível
linda face também

E viajar em teus pensamentos
descobrir onde me enquandro
moldura em destaque na sala
retrato mal falado?

Me entrego, sou
todo seu
se assim anseia ser

Sou seu selo cartão postal
destino sem volta coração, ou
mortal caminho conhecido,
ilusão?

O teu olhar aparente
sua boca inteligente
a fragilidade aparente
perfeitamente bela
de longe te admiro
(não) minha aquarela.

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