Abril 18, 2008

Desperança

A esperança que constrói, que distrói, que alcança
sonhos tornados em realidade, discrepância
doces aventuras, iniciam na infância
que o não, nada, nem nunca corrói
paira no ar ao olhar de quem vê
de repente existe, e no outro some
atraente viaja ao futuro incerto
com sono consome, consente, convence
o vivente a ir e tocar e de perto
não sabe, não sobe, não sai, não sente
não nada, não nota, não anota, nem suma
a importância que faz - que ânsia - não crê!
e ainda que fosse agora, pra quê?
se o instante que o tempo passou é errante
chamado passado, guardado, o semblante
do poeta que perde e ganha, enlouquece
com rimas dispersas da vida se esquece
embarcou na esperança que o estranho lhe trouxe
de olhos fechados quase não viu o seu ganho
uma chuva molhada, o banho, o vício
e se o vissem feliz quem julgaria
tentar discernir loucura, alegria
uma vida regrada produz rebeldia
de ir além ao dito proibido
e mostrar o que se é
e o que não é a gente inventa
chora, disfarça, CORRE-PÁRA! aguenta
muito do que dizem de mim é um mito
e o pouco que resta não vale, não cito
aos olhos dos prepotentes sou água barrenta
aos bem-aventurados sou infinito.

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