Quando no claustro hostil lembro de ti
o infinito cabe dentro de mim
um infinito de dor, tristeza, solidão
lembro com grande apreço dos momentos felizes vividos
e agora acredito, não foram em vão
eu apenas te via, nada falava
era o suficiente pra tocar meu coração
e fantasiar a realidade inexistente
um presente ausente à lembrança tocava
como tentáculos enraizava e sugava a memória
eu delirava, queria manter a minha - nossa história
contar ao mundo o amor, as loucuras
que o amante sozinho é capaz de cometer
pra ver a amada derretida de paixões
por outro qualquer não admito te perder
são ilusões descabidas, abra os olhos minha linda
volte para mim como nunca aconteceu
ou ainda outra vez admitirei enfim
és meu amor eterno, a tortura, a ruptura
que bom meu bem, encontrou a felicidade
te espero num momento, um suspiro, posteridade
que hoje não suporto e escrevo assim
novamente o infinito cabe dentro de mim.

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