Abril 13, 2008

O infinito em mim

Quando no claustro hostil lembro de ti

o infinito cabe dentro de mim

um infinito de dor, tristeza, solidão

lembro com grande apreço dos momentos felizes vividos

e agora acredito, não foram em vão

eu apenas te via, nada falava

era o suficiente pra tocar meu coração

e fantasiar a realidade inexistente

um presente ausente à lembrança tocava

como tentáculos enraizava e sugava a memória

eu delirava, queria manter a minha - nossa história

contar ao mundo o amor, as loucuras

que o amante sozinho é capaz de cometer

pra ver a amada derretida de paixões

por outro qualquer não admito te perder

são ilusões descabidas, abra os olhos minha linda

volte para mim como nunca aconteceu

ou ainda outra vez admitirei enfim

és meu amor eterno, a tortura, a ruptura

que bom meu bem, encontrou a felicidade

te espero num momento, um suspiro, posteridade

que hoje não suporto e escrevo assim

novamente o infinito cabe dentro de mim.

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