Janeiro 27, 2008

Carolina

Algumas coisas só existem em Mossoró
os biscoitos de queijo
Carolina e seu beijo
que eu não ganhei, só imaginei acontecer
em meus sonhos de paixão derreter
por ti linda menina
com quem aprendi a conviver
do seu jeito inocente, sorridente
ah, como era gostoso te ver correr
atrás de mim pra "incomodar"
queria apenas brincar
ou um abraço talvez ganhar?
eu atrás de ti também corria
pra retribuir o carinho que recebia
e pedir um pouco mais, tu não sabia
o quanto eu queria te abraçar forte e demorado
deixar o tempo passar e do teu lado
pedir pra ser seu namorado
a resposta eu talvez soubesse
seria um sim se não houvesse
um detalhe que inibia
a nossa relação de existir
são sete anos que nos separam
sete anos de solidão
que é bem verdade, devo admitir
hoje é muita idade
pra nossa felicidade aferir
então eu espero, sou escritor
sou levado pelo amor
sou levado até você
flor mais linda do norte
porém, a sorte é pouca
e a vontade voraz louca
leva-me à morte ainda em vida
o sofrimento, minha linda
com o qual só consigo escrever
sentimento de dor por não ter você
novamente a triste despedida
que seja breve, pois te amo
escrevo-lhe pra dizer
as verdades que por ti clamo
e que mesmo sem o toque
mesmo sem o beijo
mesmo sem o abraço
eu adorava admirar
teu sorriso baixinho
enchia-me de carinho
que eu sentia ao olhar
escrevo pra protestar ao tempo
nosso fiel inimigo
até parece um castigo
pede calma e traz consigo
um alento à nossa dor
e um futuro promissor
ao verdadeiro nosso amor
também escrevo pra lhe dizer
que sinto saudade...
e a antecipação da despedida
espero não ser em vão
vou estudar, vencer, ter um futuro
e te esperar por sete anos
quando isso não mais será
um empecilho pra nossa união
se assim ainda for
o sentimento de meu
e de vosso coração.

Infinito

As rimas infinitas são tão vazias
artífices de pseudoescritores
que sem talento e sim emoção
transcrevem a sincera mensagem
que toca o coração
ferido, ardido, radiante
tudo depende do instante
que o aventureiro e aspirante a poeta
joga nas confusas letras dispersas
e humaniza papel e homem
que lê as rimas desentendidas
e com lágrimas sofridas
orgulho que lhe afeta
decide pela mudança
virar de novo criança.

Janeiro 26, 2008

(não) minha

Nesse inverno
quero sentir teu abraço
que imagino gostoso

Te quero
não nego mais,
não consigo parar de desejar

Me entrego a essa loucura
devaneio
é mais forte que eu,
creio

Sentimento que me tira
o firmamento
de um caminho protegido
à loucura de um corrompido,
o desejo

De tocar teus cabelos curtos
sentir o perfume que eles têm
admirar quão perto possível
linda face também

E viajar em teus pensamentos
descobrir onde me enquandro
moldura em destaque na sala
retrato mal falado?

Me entrego, sou
todo seu
se assim anseia ser

Sou seu selo cartão postal
destino sem volta coração, ou
mortal caminho conhecido,
ilusão?

O teu olhar aparente
sua boca inteligente
a fragilidade aparente
perfeitamente bela
de longe te admiro
(não) minha aquarela.

Mentiras e sucessos

Ela é vaca
eu não quero
vá se foder,
fudida vai ser, óbvio
não quero esse naipe
cadela imunda
vagabunda da rua
fode com animais
filha de papai
biscate do planeta
foda-se, exploda-te
não te quero capeta
saia de mim
sou bondoso e não
mereço isso
morram todos, incompetentes
se merecem no inferno
queima no calor dos
desgraçados, não me olha
sua vaca, fica com teus bois
nem um, nem dois, sim três
longe de mim vocês, no beco
escuro afoito
FODA-SE IMUNDA
VAGABUNDA DESPREZÍVEL
morra na perdição
saia do meu coração!!!