Abril 18, 2008

Desperança

A esperança que constrói, que distrói, que alcança
sonhos tornados em realidade, discrepância
doces aventuras, iniciam na infância
que o não, nada, nem nunca corrói
paira no ar ao olhar de quem vê
de repente existe, e no outro some
atraente viaja ao futuro incerto
com sono consome, consente, convence
o vivente a ir e tocar e de perto
não sabe, não sobe, não sai, não sente
não nada, não nota, não anota, nem suma
a importância que faz - que ânsia - não crê!
e ainda que fosse agora, pra quê?
se o instante que o tempo passou é errante
chamado passado, guardado, o semblante
do poeta que perde e ganha, enlouquece
com rimas dispersas da vida se esquece
embarcou na esperança que o estranho lhe trouxe
de olhos fechados quase não viu o seu ganho
uma chuva molhada, o banho, o vício
e se o vissem feliz quem julgaria
tentar discernir loucura, alegria
uma vida regrada produz rebeldia
de ir além ao dito proibido
e mostrar o que se é
e o que não é a gente inventa
chora, disfarça, CORRE-PÁRA! aguenta
muito do que dizem de mim é um mito
e o pouco que resta não vale, não cito
aos olhos dos prepotentes sou água barrenta
aos bem-aventurados sou infinito.

Abril 13, 2008

Volto logo

Meu bem, vem pra cá que tua ausencia é maior aqui no aconchego do lar
vamos matear um pouquinho e cantar as vicissitudes
deixar de lado as amarguras e comemorar a juventude
reclamar, revolucionar, tomar atitude
e viver em paz, com calma e plenitude
um direito dos viventes, dos doentes, dos amantes
e assim são meus direitos triplicados porque vivo doente de amor por ti
meu bem um beijo, um queijo, um chocolate
um abraço, um olhar, outro mate para nós
e assim quem sabe haverão suspiros melhores, encontros maiores, que o tempo nao há de enfrentar.

O infinito em mim

Quando no claustro hostil lembro de ti

o infinito cabe dentro de mim

um infinito de dor, tristeza, solidão

lembro com grande apreço dos momentos felizes vividos

e agora acredito, não foram em vão

eu apenas te via, nada falava

era o suficiente pra tocar meu coração

e fantasiar a realidade inexistente

um presente ausente à lembrança tocava

como tentáculos enraizava e sugava a memória

eu delirava, queria manter a minha - nossa história

contar ao mundo o amor, as loucuras

que o amante sozinho é capaz de cometer

pra ver a amada derretida de paixões

por outro qualquer não admito te perder

são ilusões descabidas, abra os olhos minha linda

volte para mim como nunca aconteceu

ou ainda outra vez admitirei enfim

és meu amor eterno, a tortura, a ruptura

que bom meu bem, encontrou a felicidade

te espero num momento, um suspiro, posteridade

que hoje não suporto e escrevo assim

novamente o infinito cabe dentro de mim.